Acordar

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Olhos fechados, minha mente voa para longe, tão longe que mal consigo me conectar a ela. Um vôo livre, sem pausas, sem destino. E em segundos, ela está de volta, abro os olhos e me deparo com a luz vibrante do sol em minha face. Sinto-me fora de órbita, o sol aos poucos vai tomando o seu rumo e minha visão começa a reconhecer os objetos. Viro-me devagar percebendo que continuava ali envolta do meu aconchegante edredom. Mais um sonho estranho, restava apenas aquela velha e conhecida sensação de vazio. Ainda faltava algo, e me pergunto o que faz a minha mente vagar para tão longe, o que ela procura? Balanço a cabeça com força, tentando dissipar qualquer pensamento abstrato, então tomo coragem e levanto da minha adorável cama. Mas antes paro diante de um espelho e confronto a minha imagem impressa nele. Eu continuava com a mesma aparência de sempre, apenas algumas olheiras a mais, mais se eu olhasse a fundo, ia perceber a falta do brilho que o meu olhar emanava a alguns anos atrás, podia perceber que os mesmos estavam frios, fundos e sem expressão. Continuei ali a fitar o meu reflexo, e então falei baixinho, como um sussurro: “Preciso me encontrar, preciso encontrar essa minha parte que a minha mente tanto procura, preciso me achar novamente”.

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