Que amanhã eu volto a respirar? …

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Esses dias me perguntei porque guardamos tanta coisa? Não só material mais toda a bagagem seja ela física ou emocional. Porque trancamos tudo? Medo? Insegurança? Medo de que? Do que vão pensar e falar ou o que vão desejar? Deixa falar, deixa para lá. A vida é tão gostosa, para que medir as palavras, sentimentos, momentos? Vamos abrir a porta, para vida, para o mundo e para o que ele quiser trazer. Seja dor ou amor. Se e é para entrar que seja pela porta da frente e que saia por ela também, se for o caso. A eu já escondi tanta coisa não só do mundo como de mim mesma, e para que? Dói mostrar a fraqueza, mostrar que ta ferida, mas é normal, todo munda cai, se machuca e depois levanta. Se permita menina, não deixe que o mundo te molde é você que deve molda-lo.

 

Ps: Uma música linda me inspirou para fazer esse texto e é só clicar Aqui para ouvir também.
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Um Sinônimo de Palavras

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Nunca escrevi com a intenção de agradar alguém. Nunca quis que atingisse  um certo alguém, sempre escrevi para me libertar, para me conhecer, me desvendar. Foi o único modo que achei de me encontrar. Sem ilustrações, sem títulos ou rótulos, sem rodeios. Apenas lápis, papel e um monte de sentimentos para preencher as linhas em branco. Não escrever me tira do eixo, me destabiliza, é como se eu não me reconhece-se. Me sinto oca, vazia, apenas uma imagem no espelho, apenas mais um corpo por aí. Mas aqui dentro ainda tem pulsação, ainda tem dores e uma dose de esperança. Me passo para o papel com a intenção de ter cor, de ser viva, de ser alguém.

 

Xx Nathy M.

Um Alguém Chamado Saudade!

Te deixei ir sem reclamar, a tristeza bateu mas não fiz birra, entendi. Doeu não vou mentir. Demorei até achar os remédios certos, demorou até cicatrizar por completo.
Te deixei ir pensando que assim você voltaria mais rápido, por inteiro, sem metades sem meias verdades.
Te deixei ir para saudade entrar, inundar o lar a alma e o peito.
Você não voltou, burrice a minha achar o contrário. Era o fim no fundo eu sabia, mais o coração insistiu em tentar, em continuar e em desejar.
A como o amor pode ser traiçoeiro, ele chega sem avisar, derruba tudo, inunda o ambiente, vira as costas e vai embora. Sem deixar nenhum bilhete, sem se preocupar com a bagunça.
Ele só deixa a saudade. Ah e como ela é doce no início, mais vai aflorando e machucando cada dia que passa, e não há remédio que a faça sarar.
Ah meu bem você fez uma bagunça e tanto! Não foi só saudade, nem tristeza não. Você deixou alegria também, deixou boas recordações e me ensinou a nunca fechar a porta para o amor.
Mas hoje a saudade saiu do peito e foi visitar outros lares, me deixou  finalmente mudar os móveis e arrumar tudo para um outro alguém.
Hoje a saudade deu lugar para felicidade, a porta ta aberta amor, mais dessa vez eu não quero que você entre.

Hide and seek

Ela era pequena quando tudo começou.
Não lembra exatamente das datas, nem dos detalhes, só se lembra de ter o conhecido.
Ele se apresentou dizendo que se não fosse por ele, ela não existiria.
E obviamente a menina não entendeu nada, afinal ela era apenas uma criança.
Mas com o passar dos anos, Flora foi o reconhecendo em algumas esquinas, nos parques, atrás de alguns muros, em cinemas e às vezes na sua própria casa.

De vez encontra esbarra por ele nos quartos, ele estava sempre escondido, atrás de cortinas ou embaixo das camas.
A menina foi se acostumando com a presença do dele, todos os dias ela o procurava pelos cantos da casa.
Mas ás vezes ele sumia, simplesmente desaparecia e era sempre nos piores momentos.
Ele a abandonava e isso a deixava desolada.

Quando ele não estava por perto, era tudo um caos.
Só restavam gritos e lágrimas.
Os dias eram incolores.

Flora foi crescendo e criando certo bloqueio.
Não queria mais encontrá-lo, não acreditava mais em nada.
Ela vivia fugindo.
O máximo que se permitia era ver alguns filmes os quais ele participava ou muitas das vezes era o protagonista.

E assim a meninas foi levando a vida.
Uma eterna brincadeira de esconde e esconde.
Quando ele tentava a encontrar era ela quem se escondia.
Inverso.
A menina tinha medo dele, as lembranças do abandono a consumiam.

Hoje a menina percebeu que você não era culpado de nada.
Percebeu que a sua tarefa era trazes felicidade.
Aprendeu isso quando finalmente deixou que ele se aproximasse novamente.
Ela deixou que ele a tomasse nos braços e a carregasse consigo.
E a sensação foi maravilhosa.
Durou pouco, mais o bastante para Flora.
Quando partiu ela não o culpou.

Desistiu do esconde, esconde.
Mesmo sabendo que realidade a machucaria mais que a brincadeira.
Flora decidiu deixar a porta aberta para ele sempre.
Está disposta a receber suas visitas.
Está disposta a arrumar a bagunça que fica toda vez ele vai embora.
Mas ela sabe que um dia ele vem e traz toda a bagagem junto.
Sem pressa, sem medo.

Sabe amor, a culpa não é sua! A culpa é de quem não sabe ter você por perto. A Culpa é minha, a culpa é do Destino!

“Nada é pra sempre, vamos zerar e recomeçar (…)”

Demonstro amor quando sinto, escancaro para todo mundo ver. Não tenho vergonha de mostrar, nunca tive. Distribuo sorrisos, abraços e afagos.

Mas me fecho quando sinto dor. Proteção? Talvez… Não gosto da sensação de todos a minha volta querendo saber se to bem, se vou ficar bem.

Para o mundo todo eu to bem sim, foi só um tombo, já passei mertiolate e já vai cicatrizar.

Mais lá no fundo, eu não to bem não. Ta doendo para cacete. Os remédios nãos estão adiantando. E vai demorar muito para cicatrizar. Mas não vai ser para sempre, não vai matar. Como eu disse foi só um tombo, dos grandes, mais não dos piores.

Não posso me enganar, tenho plena certeza do que sinto e do quanto ta sendo dolorido todas essas marcas que ficaram. Mas já dizia os sábios, o tempo cura tudo. Todas as dores, todas as feridas. Então eu deixo nas mãos do tempo, deixo que ele cure tudo isso, e peço para que ele seja rápido. Porque não sou dessas de ficar mal por muito tempo não, quando cura, já era. To pronta para outra.

E por enquanto eu fico com o sorriso no rosto, porque ninguém precisa ver minhas lágrimas.

 

Nathalya Monteiro

Puzzle heart

quebra cabeça

 

 

Minha cabeça gira, gira, gira e o pensamento volta em você.  Meu coração está igual a um quebra-cabeça, a procura das peças certas, a procura das suas partes certas. Ta faltando carinho, ta faltando atenção, ta faltando afeto, ta faltando você. Cadê tudo isso? Porque você não vem logo? E vem inteiro de uma vez, sem ser em partes. Não aguento mais nada pela metade. Ou me entrega um livro completo, ou não me mande apenas trechos. Não quero mais essa vida de “pode ser” ou “tanto faz” quero o com certeza, quero ter certeza. Deu para entender meu bem?  Então junta tudo isso e completa logo esse quebra-cabeça que habita meu peito, acha logo essas peças e vem voando de preferência, por que se demorar mais um pouco, nada mais vai se encaixar.

 

– Nathalya Monteiro

#PHpoemaday – Desafio 5: Sereno

 

Da minha janela avistei o amor.

Ele era doce, puro, calmo.

Andava devagar, sem presa, sorria para todos que o cruzavam o caminho.

Quando me viu ele parou, sorriu, acenou e seguiu seu caminho.

Eu o observei dobrar a esquina até perdê-lo de vista, só depois decidi fechar as cortinas.

Queria ter certeza que ele havia deixado um pouquinho de si comigo, que sem querer me mostrou o caminho, me deu esperanças.

 

#Desafio 5: Pela sua janela hoje