Um Alguém Chamado Saudade!

Te deixei ir sem reclamar, a tristeza bateu mas não fiz birra, entendi. Doeu não vou mentir. Demorei até achar os remédios certos, demorou até cicatrizar por completo.
Te deixei ir pensando que assim você voltaria mais rápido, por inteiro, sem metades sem meias verdades.
Te deixei ir para saudade entrar, inundar o lar a alma e o peito.
Você não voltou, burrice a minha achar o contrário. Era o fim no fundo eu sabia, mais o coração insistiu em tentar, em continuar e em desejar.
A como o amor pode ser traiçoeiro, ele chega sem avisar, derruba tudo, inunda o ambiente, vira as costas e vai embora. Sem deixar nenhum bilhete, sem se preocupar com a bagunça.
Ele só deixa a saudade. Ah e como ela é doce no início, mais vai aflorando e machucando cada dia que passa, e não há remédio que a faça sarar.
Ah meu bem você fez uma bagunça e tanto! Não foi só saudade, nem tristeza não. Você deixou alegria também, deixou boas recordações e me ensinou a nunca fechar a porta para o amor.
Mas hoje a saudade saiu do peito e foi visitar outros lares, me deixou  finalmente mudar os móveis e arrumar tudo para um outro alguém.
Hoje a saudade deu lugar para felicidade, a porta ta aberta amor, mais dessa vez eu não quero que você entre.
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#PHpoemaday-Desafio1: O Era uma vez …Real

Quando eu era pequena meu quarto já era rodeado de livros, as estantes estavam lotadas de contos de fadas.

Me lembro que era uma coletânea da Xuxa chamada “Conte outra Vez” e além dos livros, tinha também fitas cassetes com as histórias narradas.

Eu era apaixonada por aquele universo paralelo o qual me mostraram.

Cinderela, A Bela Adormecida, Rapunzel, A Fada Pluminha, etc…

Eu me imaginava em cada cena, em cada página, em cada pedacinho daquelas histórias.

Príncipes, madrastas, vestidos, sapatinhos de cristais, todos esses elementos faziam parte daquele meu mundinho de fantasias.

Na minha imaginação tudo funcionava em perfeita harmonia, como minha mãe insistia em dizer eu era uma princesa. A Princesa dela!

Só!

Ponto Final!

Mas para o mundo eu era apenas mais uma garotinha comum, que acreditava em era uma vez e felizes para sempre. E o mundo ‘real’ pode ser bem cruel em alguns casos.

E ele foi!

Aprendi da pior forma que tudo aquilo eram apenas ‘contos’ e nada mais.

Passado um tempo percebi que naquelas histórias eu o patinho feio e não a Cinderela como sempre fantasiei. Pobre criança ingênua!

Eu mal sabia que o patinho feio era bem mais que uma mera princesa.

Ah desde sempre inocente, desde sempre encantada por palavras, desde sempre crente no amor,desde sempre um conto e não apenas um nome.

Um conto desconstruído pela realidade.

Nada de vestidos, castelos, cavalos brancos e principalmente nada de príncipes encantados.

Para ser sincera eu sempre preferi os ‘sapos.

A esqueci de me apresentar, prazer me chamo: Nathalya Monteiro!

Uma eterna apaixonada por histórias e finais felizes!

Hide and seek

Ela era pequena quando tudo começou.
Não lembra exatamente das datas, nem dos detalhes, só se lembra de ter o conhecido.
Ele se apresentou dizendo que se não fosse por ele, ela não existiria.
E obviamente a menina não entendeu nada, afinal ela era apenas uma criança.
Mas com o passar dos anos, Flora foi o reconhecendo em algumas esquinas, nos parques, atrás de alguns muros, em cinemas e às vezes na sua própria casa.

De vez encontra esbarra por ele nos quartos, ele estava sempre escondido, atrás de cortinas ou embaixo das camas.
A menina foi se acostumando com a presença do dele, todos os dias ela o procurava pelos cantos da casa.
Mas ás vezes ele sumia, simplesmente desaparecia e era sempre nos piores momentos.
Ele a abandonava e isso a deixava desolada.

Quando ele não estava por perto, era tudo um caos.
Só restavam gritos e lágrimas.
Os dias eram incolores.

Flora foi crescendo e criando certo bloqueio.
Não queria mais encontrá-lo, não acreditava mais em nada.
Ela vivia fugindo.
O máximo que se permitia era ver alguns filmes os quais ele participava ou muitas das vezes era o protagonista.

E assim a meninas foi levando a vida.
Uma eterna brincadeira de esconde e esconde.
Quando ele tentava a encontrar era ela quem se escondia.
Inverso.
A menina tinha medo dele, as lembranças do abandono a consumiam.

Hoje a menina percebeu que você não era culpado de nada.
Percebeu que a sua tarefa era trazes felicidade.
Aprendeu isso quando finalmente deixou que ele se aproximasse novamente.
Ela deixou que ele a tomasse nos braços e a carregasse consigo.
E a sensação foi maravilhosa.
Durou pouco, mais o bastante para Flora.
Quando partiu ela não o culpou.

Desistiu do esconde, esconde.
Mesmo sabendo que realidade a machucaria mais que a brincadeira.
Flora decidiu deixar a porta aberta para ele sempre.
Está disposta a receber suas visitas.
Está disposta a arrumar a bagunça que fica toda vez ele vai embora.
Mas ela sabe que um dia ele vem e traz toda a bagagem junto.
Sem pressa, sem medo.

Sabe amor, a culpa não é sua! A culpa é de quem não sabe ter você por perto. A Culpa é minha, a culpa é do Destino!

Dipping

Era só mais uma noite comum, os sonhos demoraram a chegar…
Mas a menina se lembra de vagar por diversos lugares até encontrar um que a agradasse.
Ela estava no alto de um penhasco, ao seu redor havia uma floresta, a mata densa e escura, algumas flores habitavam o topo das árvores, mais não era o suficiente para alegrar a paisagem.
O barulho das ondas batendo nas pedras a atraiam, ela gostava de ouvir, era uma mistura mágica e oca, isso a encantou. Ela resolveu ir mais próximo de seu fim, ficou ali naquele pequeno espaço entre a pedra e o infinito mar que a aguardava lá embaixo.
A água verde e turva, as ondas de alinhando ao vento. A menina se sentiu em paz, segura, viva. E então ela resolveu ir … Mergulhou naquelas águas tão profundas, sem medo algum do que pudesse encontrar ao fim.
Ela queria apenas se aventurar, sentir o gosto da água salgada em seus lábios, tentar encontrar luz em meio a imensidão do mar.
Mais de repente a menina se viu presa, ali no fundo, sozinha, não havia cor, não havia luz, não havia gosto, não havia nada. E quando o desespero bateu, ela fechou seus olhos e em questão de segundos, lá estava ela: De volta ao seu quarto, quentinha agarrada a seu travesseiro.
Mais um dos seus devaneios noturnos, mais um dos seus sonhos libertadores e enigmáticos.
A menina por fim decidiu por não tentar desvendá-lo, guardou só a linda paisagem que tinha visto, ela realmente um dia tinha esperanças em encontrar esses lugares tão fantástico que visita todas as noites, e então se virou para outro lado e mergulhou novamente, dessa vez um novo sonho: Calmo? Tranquilo? Sereno? (….)