História …


Eu já li muitas histórias em todos esses anos, mais sempre tem aquela que nos interessa mais, aquela que nos completa, aquela que vemos como se fosse a nossa. Eu encontrei essa história escondida debaixo do tapete de um quarto escuro, um lugar aonde ninguém iria encontra-lá. Terrível engano de quem a escreveu, porque eu a achei, e a li como se fossem as últimas palavras que iria ver antes de partir, li de coração aberto, li para amenizar a dor.

“Engole o choro menina o mundo não acabou foi só uma queda, coloca um curativo nessa ferida. Eu sei que o quanto doí, mais como qualquer outra dor ela passa. Vai demorar um tempo eu sei, porque eu sinto as mesmas dores que você, acredite. Talvez você nunca tenha percebido antes mais toda essa angústia  que anda continuamente contigo, faz parte de mim. Sim menina eu também tenho mágoas e tristeza cravadas em meu íntimo. Você não vai morrer, não agora não por isso. O tombo foi grande, eu vi, presenciei a sua queda, não pude ajudar, me desculpe, mais certas coisas só você pode fazer. É você que tem que levantar sozinha sem se apoiar em nada e nem em ninguém. Vai dar uma volta pequena, começa a olhar a vida com outros olhos, procure sorrir. O seu sorriso ilumina os dias escuros, ele tem a sintonia perfeita com os raios solares.  Percebeu que ainda há chances? Que ainda existe força? Vamos lá pequena, levanta daí, lava esse rosto e mostra tua coragem, mostra ao mundo que ainda há esperança. Desculpa não poder me apresentar, mais no fundo você sabe quem eu sou, e irá lembrar de todas essas palavras como se fossem um deja-vú. Se cuida menina, e eu estarei aqui com você a cada respiração, estaremos sincronizadas para sempre”

Depois de ler e reler milhões de vezes todas essas palavras escritas por alguém misteriosamente, eu percebi, eu enxerguei a verdade que sempre esteve a minha frente. Não era ninguém, era apenas o meu próprio coração clamando em voz alta para que eu voltasse para ele. E foi por ele que eu levantei, vesti o melhor vestido que havia em meu armário e fui viver mais dessa vez olhando para frente, sem medo de novas quedas, aberta para novas descobertas.

– Nathalya Monteiro

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