#PHpoemaday-Desafio1: O Era uma vez …Real

Quando eu era pequena meu quarto já era rodeado de livros, as estantes estavam lotadas de contos de fadas.

Me lembro que era uma coletânea da Xuxa chamada “Conte outra Vez” e além dos livros, tinha também fitas cassetes com as histórias narradas.

Eu era apaixonada por aquele universo paralelo o qual me mostraram.

Cinderela, A Bela Adormecida, Rapunzel, A Fada Pluminha, etc…

Eu me imaginava em cada cena, em cada página, em cada pedacinho daquelas histórias.

Príncipes, madrastas, vestidos, sapatinhos de cristais, todos esses elementos faziam parte daquele meu mundinho de fantasias.

Na minha imaginação tudo funcionava em perfeita harmonia, como minha mãe insistia em dizer eu era uma princesa. A Princesa dela!

Só!

Ponto Final!

Mas para o mundo eu era apenas mais uma garotinha comum, que acreditava em era uma vez e felizes para sempre. E o mundo ‘real’ pode ser bem cruel em alguns casos.

E ele foi!

Aprendi da pior forma que tudo aquilo eram apenas ‘contos’ e nada mais.

Passado um tempo percebi que naquelas histórias eu o patinho feio e não a Cinderela como sempre fantasiei. Pobre criança ingênua!

Eu mal sabia que o patinho feio era bem mais que uma mera princesa.

Ah desde sempre inocente, desde sempre encantada por palavras, desde sempre crente no amor,desde sempre um conto e não apenas um nome.

Um conto desconstruído pela realidade.

Nada de vestidos, castelos, cavalos brancos e principalmente nada de príncipes encantados.

Para ser sincera eu sempre preferi os ‘sapos.

A esqueci de me apresentar, prazer me chamo: Nathalya Monteiro!

Uma eterna apaixonada por histórias e finais felizes!

#PHpoemaday – Desafio 8: Recalling

 

 

Ainda sinto o cheiro do bolinho de chuva vindo da cozinha.

Ainda ouço o barulho da água, vindo do rio.

Ainda tenho as roupas manchadas de barro.

Ainda guardo as bonecas nas prateleiras.

Ainda tenho aquele primeiro ursinho que ganhei, surrado, velhinho.

Ainda sei pular corda e amarelinha.

Ainda escuto os vinis da turma do balão mágico.

Ainda rezo todas as noites antes de dormir, como minha mãe me ensinou.

Ainda guardo os cortes e colagens que fazia no maternal.

Ainda carrego as doces lembranças da minha infância dentro do peito.

Desafio 8: Infância