Um Alguém Chamado Saudade!

Te deixei ir sem reclamar, a tristeza bateu mas não fiz birra, entendi. Doeu não vou mentir. Demorei até achar os remédios certos, demorou até cicatrizar por completo.
Te deixei ir pensando que assim você voltaria mais rápido, por inteiro, sem metades sem meias verdades.
Te deixei ir para saudade entrar, inundar o lar a alma e o peito.
Você não voltou, burrice a minha achar o contrário. Era o fim no fundo eu sabia, mais o coração insistiu em tentar, em continuar e em desejar.
A como o amor pode ser traiçoeiro, ele chega sem avisar, derruba tudo, inunda o ambiente, vira as costas e vai embora. Sem deixar nenhum bilhete, sem se preocupar com a bagunça.
Ele só deixa a saudade. Ah e como ela é doce no início, mais vai aflorando e machucando cada dia que passa, e não há remédio que a faça sarar.
Ah meu bem você fez uma bagunça e tanto! Não foi só saudade, nem tristeza não. Você deixou alegria também, deixou boas recordações e me ensinou a nunca fechar a porta para o amor.
Mas hoje a saudade saiu do peito e foi visitar outros lares, me deixou  finalmente mudar os móveis e arrumar tudo para um outro alguém.
Hoje a saudade deu lugar para felicidade, a porta ta aberta amor, mais dessa vez eu não quero que você entre.
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Você por aqui? De novo??? ….

 

A saudade arrebata, ela chega sem avisar, não bate na porta, não pede licença para entrar. Ela simplesmente entra. Não quer saber se você pode recebê-la ou não, se você tem algo para oferecer, ou se você ao menos está em condições de receber alguém. Não interessa, não para ela, ela só quer entrar. Ela só quer te tirar o seu sossego, trazer de volta o que você achou que tivesse escondido ou bem guardado. Ela vem para mostrar que não adianta tapar buraco, um dia ele vai abrir, não tem jeito.

E quando ela chega, eu me perco. Tudo que eu achava que estava em ordem, vira uma bagunça em segundos. É como se eu estivesse abrindo uma caixa de recordações, vem tudo a tona. Os sonhos, as fotos, as horas, os dias, as risadas, os abraços, as pessoas, tudo. A minha vontade é de poder entrar naquela caixa junto com todas as lembranças, poder reviver tudo de novo. Mas não dá, já passou, o tempo acabou o meu tempo acabou.

Mas a saudade não entende isso, e então eu a ofereço um chá com biscoitos. Sento no sofá e a deixo bagunçar não só a minha sala de estar mais também a minha vida, nem que seja por 5 ou 15 minutos. Eu deixo por que sei que não há como lutar contra ela. Então me rendo logo para ser mais rápido e menos doloroso.

E assim eu vou a alimentando e revivendo tudo que me trás saudade, tudo que me tira lágrimas e sorrisos ao mesmo tempo, tudo o que me faz ser o que sou hoje.