Que amanhã eu volto a respirar? …

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Esses dias me perguntei porque guardamos tanta coisa? Não só material mais toda a bagagem seja ela física ou emocional. Porque trancamos tudo? Medo? Insegurança? Medo de que? Do que vão pensar e falar ou o que vão desejar? Deixa falar, deixa para lá. A vida é tão gostosa, para que medir as palavras, sentimentos, momentos? Vamos abrir a porta, para vida, para o mundo e para o que ele quiser trazer. Seja dor ou amor. Se e é para entrar que seja pela porta da frente e que saia por ela também, se for o caso. A eu já escondi tanta coisa não só do mundo como de mim mesma, e para que? Dói mostrar a fraqueza, mostrar que ta ferida, mas é normal, todo munda cai, se machuca e depois levanta. Se permita menina, não deixe que o mundo te molde é você que deve molda-lo.

 

Ps: Uma música linda me inspirou para fazer esse texto e é só clicar Aqui para ouvir também.

Um Alguém Chamado Saudade!

Te deixei ir sem reclamar, a tristeza bateu mas não fiz birra, entendi. Doeu não vou mentir. Demorei até achar os remédios certos, demorou até cicatrizar por completo.
Te deixei ir pensando que assim você voltaria mais rápido, por inteiro, sem metades sem meias verdades.
Te deixei ir para saudade entrar, inundar o lar a alma e o peito.
Você não voltou, burrice a minha achar o contrário. Era o fim no fundo eu sabia, mais o coração insistiu em tentar, em continuar e em desejar.
A como o amor pode ser traiçoeiro, ele chega sem avisar, derruba tudo, inunda o ambiente, vira as costas e vai embora. Sem deixar nenhum bilhete, sem se preocupar com a bagunça.
Ele só deixa a saudade. Ah e como ela é doce no início, mais vai aflorando e machucando cada dia que passa, e não há remédio que a faça sarar.
Ah meu bem você fez uma bagunça e tanto! Não foi só saudade, nem tristeza não. Você deixou alegria também, deixou boas recordações e me ensinou a nunca fechar a porta para o amor.
Mas hoje a saudade saiu do peito e foi visitar outros lares, me deixou  finalmente mudar os móveis e arrumar tudo para um outro alguém.
Hoje a saudade deu lugar para felicidade, a porta ta aberta amor, mais dessa vez eu não quero que você entre.

Hide and seek

Ela era pequena quando tudo começou.
Não lembra exatamente das datas, nem dos detalhes, só se lembra de ter o conhecido.
Ele se apresentou dizendo que se não fosse por ele, ela não existiria.
E obviamente a menina não entendeu nada, afinal ela era apenas uma criança.
Mas com o passar dos anos, Flora foi o reconhecendo em algumas esquinas, nos parques, atrás de alguns muros, em cinemas e às vezes na sua própria casa.

De vez encontra esbarra por ele nos quartos, ele estava sempre escondido, atrás de cortinas ou embaixo das camas.
A menina foi se acostumando com a presença do dele, todos os dias ela o procurava pelos cantos da casa.
Mas ás vezes ele sumia, simplesmente desaparecia e era sempre nos piores momentos.
Ele a abandonava e isso a deixava desolada.

Quando ele não estava por perto, era tudo um caos.
Só restavam gritos e lágrimas.
Os dias eram incolores.

Flora foi crescendo e criando certo bloqueio.
Não queria mais encontrá-lo, não acreditava mais em nada.
Ela vivia fugindo.
O máximo que se permitia era ver alguns filmes os quais ele participava ou muitas das vezes era o protagonista.

E assim a meninas foi levando a vida.
Uma eterna brincadeira de esconde e esconde.
Quando ele tentava a encontrar era ela quem se escondia.
Inverso.
A menina tinha medo dele, as lembranças do abandono a consumiam.

Hoje a menina percebeu que você não era culpado de nada.
Percebeu que a sua tarefa era trazes felicidade.
Aprendeu isso quando finalmente deixou que ele se aproximasse novamente.
Ela deixou que ele a tomasse nos braços e a carregasse consigo.
E a sensação foi maravilhosa.
Durou pouco, mais o bastante para Flora.
Quando partiu ela não o culpou.

Desistiu do esconde, esconde.
Mesmo sabendo que realidade a machucaria mais que a brincadeira.
Flora decidiu deixar a porta aberta para ele sempre.
Está disposta a receber suas visitas.
Está disposta a arrumar a bagunça que fica toda vez ele vai embora.
Mas ela sabe que um dia ele vem e traz toda a bagagem junto.
Sem pressa, sem medo.

Sabe amor, a culpa não é sua! A culpa é de quem não sabe ter você por perto. A Culpa é minha, a culpa é do Destino!

The simplest things …

As coisas se tornam importantes quando são simples… Elas deixam saudade justamente por serem tão simples, tão sem ‘valor’.

Mas é um tremendo de um erro nosso pensar que essas ‘coisas’ simples não tenham valor, elas tem sim e como tem.

Vai me dizer que às vezes você não se pega lembrando-se de uma abraço que recebeu a tempos atrás? De um beijo de boa noite dos seus pais quando era pequeno? De um almoço preparado pelos seus avós? Das palavras sinceras e carinhosas ditas pelos amigos nos momentos difíceis? Das horas que não passavam, quando você esperava pelo resultado do vestibular? Se lembra não é?

É disso que eu to falando, são pequenos momentos que tornam tudo maior, que deixam saudade, que marcam, fazem a nossa história. São as lembranças miúdas que deixamos para trás em uma caixa vazia qualquer de baixo da cama. Mas são elas as primeiras coisas que nos agarramos quando a saudade bate.

Talvez seja por isso que eu me apego tanto ao simples. Talvez seja por isso que eu goste tanto de colecionar abraços, carinhos e palavras doces.

Talvez eu seja só mais uma colecionadora de memórias, ou apenas uma sonhadora ou talvez alguém fora desse padrão todo, alguém que não gosta de se apegar ao que pode ser perder. É como no amor, não se perde algo que se sente, algo que já está preso em você. É intocável mais é a sensação mais ‘linda’ que se pode ter em toda vida.